Por Valnei J. Reime – Psicólogo, Psicoterapeuta e Professor – Especializado em Psicossomática
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Você já se pegou separando roupas por cores, lavando as mãos com muita freqüência, se movimentando de forma repetitiva e agitada, conferindo várias vezes a mesma ação, ou outras coisas semelhantes?
Bem, se isso acontece de forma consciente e voluntária, podem ser apenas hábitos adquiridos, ou até mesmo pelo consumo excessivo de alguns alimentos que estimulam esse tipo de comportamento tais como guaraná em pó, café, energéticos, alguns tipos de chás, e outros. Contudo, se isso surge a partir de uma vontade incontrolável, impulso ou pensamentos muito fortes, uma obsessão sem controle, provavelmente poderá estar se desenvolvendo o TOC.
Tiques e hábitos repetitivos são ações muito comuns em crianças que, com o tempo, podem ser extintos naturalmente se não estiverem convivendo em um ambiente estimulante de “stress”. Já em adolescentes e adultos, podem ser, por muitas vezes, formas neuróticas de aliviar as tensões e ansiedades.
Com a tomada da consciência sobre o problema e esforço podemos extinguir esses comportamentos ao longo do tempo e até identificar as prováveis causas.
Já o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) caracteriza-se por um distúrbio químico-comportamental o qual merece uma avaliação clínica com acompanhamento de especialistas, como psicólogos e psiquiatras.
As idéias ou vontades obsessivas e a repetição dos atos, são as primeiras manifestações do transtorno. O indivíduo sente a vontade, sabe que não é inadequada, mas não tem o controle e a executa. Ao término, muitas vezes vem o seguinte pensamento: “nunca mais faço isso”. Entretanto, de volta ao estímulo, a falta de controle o domina novamente e a repetição ocorre. Esse transtorno normalmente vem acompanhado de ataques de ansiedade, sentimentos de culpa e depressão emocional.
Identificado clinicamente o transtorno, ingressa-se com a combinação de medicação e psicoterapia onde o paciente aprende a controlar os rituais obsessivos. A medicação tem a função de interferir e organizar a produção química do sistema nervoso central em áreas específicas do cérebro. Poderão ser solicitados exames complementares a critério do médico psiquiatra e até acompanhamento de outros especialistas, como neurologistas, endocrinologistas e outros que se fizerem necessários.
Hoje a ciência dispõe de recursos imediatos para diagnósticos de transtornos diversos, e como sempre deixamos em nossos comentários: “Toda doença ou transtorno se identificados no início terão, eventualmente, resultados mais promissores”
Fonte de pesquisa: manual psiquiátrico e matéria de setembro/2010 de Dr Mario Rodrigues Louzã Neto – psicanalista e psiquiatra.












































Muito interessante está reportagem.
Parabéns.