A Polícia Civil de São Paulo espera pelo depoimento de Ricardo Marco Crivelli, o Lica, em até duas semanas. Afastado do cargo de coordenador das categorias de base do Santos, Lica é acusado de abuso sexual por Ruan Pétrick, jovem de 19 anos, que alega ter sido molestado quando tinha apenas 11 anos e almejava uma vaga na base santista. O caso está entregue à 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, que fica na sede do DHPP, no centro de São Paulo.
Até agora, os investigadores tem em mãos o depoimento de Ruan e de mais uma testemunha, que confirmou a primeira versão do caso e disse ainda ter negado as investidas de Lica, que também teria tentado lhe abusar. O caso, como todos que envolvem pedofilia, é mantido em segredo de Justiça.
A Polícia agora tenta colher mais provas e testemunhos para, assim, colher o depoimento do acusado. Como o abuso teria ocorrido em 2010, há oito anos, será difícil alguma prova material mais concreta do que testemunhos, na visão de pessoas ligadas à investigação, o que pode dificultar a sentença.
Entenda o caso
Ruan Pétrick alega ter sido abusado em 2010, quando almejava uma vaga na base do Santos. Na noite do suposto abuso, teria dormido na casa de Luciano Pereira, o Belém, um antigo amigo de seu pai, Régis, e responsável por apresentar Lica ao garoto. Nesta casa, o hoje coordenador e antes olheiro do Peixe teria acariciado as partes íntimas de Ruan e lhe feito sexo oral. Dias depois, o garoto teria conseguido a vaga no clube.
Antes de chegar à casa de Belém, porém, Ruan, segundo consta no Boletim de Ocorrência, teria passado alguns dias em dormitório em São Paulo. Vindo do Pará, o garoto de 11 anos foi recebido por Ronildo Borges de Souza, que hoje cumpre pena de oito anos em regime fechado por cárcere privado de menores. Ali, teria acontecido o primeiro abuso. Não de Lica. Mas de Ronildo.
Quando Ruan foi liberado da casa de Ronildo, pediu ajuda a seu pai, Régis, sem lhe contar que havia sido molestado. Régis acionou Belém, um antigo amigo. Então, o garoto de apenas 11 anos foi parar na casa de Belém.
– Meu filho desistiu de fazer o teste e tentar entrar no Santos quando soube que era Lica quem ainda estava no clube. Eu comecei a achar estranho, fui me encontrar com ele e aí ele me contou toda a história. É muito triste, me sinto perturbado. Não quero que ninguém tenha pena de nós, mas não quero que tentem desqualificar meu filho, o que aconteceu é muito grave, muito triste – disse Régis, por telefone, ao LANCE!.
Enquanto a defesa de Ruan espera pelo desdobramento do caso, a defesa de Lica, alega ter provas que desmentem a versão do garoto e convicção que o coordenador será absolvido.(Com informações do R7)










































