O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao juiz da 1ª Zona Eleitoral da capital a cassação do mandato do vereador Camilo Cristófaro (PSB). A Justiça deve decidir nos próximos dias se aceita ou não o pedido da promotoria eleitoral.
Segundo o MP, parte do dinheiro usado na campanha de Cristófaro – R$ 6 mil, cerca de 14% do total declarado ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) – tem origem ilícita.
Investigação feita pela justiça eleitoral constatou que o valor foi repassado por uma idosa de mais de 80 anos, moradora de Jundiaí, no interior de SP. Essa mesma mulher, segundo apurou o MPE teria feito doações a outros candidatos a prefeito e a vereador de municípios do ABC Paulista.
A pedido do MPE, a mulher teve seu sigilo fiscal quebrado, e foi identificado que ela sequer havia declarado imposto de renda nos últimos dois anos. Para os promotores, essa é uma prova de que ela não tinha renda suficiente para doar esses valores.
Defesa nega arrecadação ilícita
À Justiça Eleitoral, a defesa de Cristófaro informou que não houve arrecadação ilícita por parte do parlamentar e que não houve má-fé nem ilegalidade qualificada “suficiente para macular a necessária lisura do pleito”.
A defesa também afirma que o vereador “nunca atuou em conluio”. “[O vereador] não reconhece como verdadeira a insinuação do autor no sentido de que teria recebido recursos de fontes ilícitas ou espúrias”, diz a defesa.
Confusão com assessor
Em junho do ano passado, o vereador se envolveu em confusão nos corredores da Câmara. Um bate-boca terminou em agressão física e virou caso de polícia. Um assessor do vereador Eduardo Suplicy (PT), Leandro Ferreira, contou que foi agredido por Cristófaro.
Em uma gravação, o vereador Camilo Cristófaro aparecia numa discussão acalorada com um homem de jaqueta vermelha. Eles falavam sobre uma suposta gravação do vereador pedindo R$ 5 milhões. O vereador tentou impedir o homem de sair da Câmara e exigiu que ele fosse levado para a delegacia. O homem foi imobilizado por dois seguranças.
“Você vai provar que tem gravação, você vai para a delegacia agora”, disse Cristófaro durante a confusão. O homem gritou com os seguranças: “Me solta, você não é autoridade”.
Na confusão, Leandro Ferreira gravava com o celular o homem que teria ido à Câmara para participar de reunião da CPI que investiga a Feirinha da Madrugada. Cristófaro atinge o braço de Ferreira, que cai, juntamente com o celular.
Após a confusão, uma assessora de Cristófaro terminou ferida e foi ao hospital para ser enfaixada no braço. Ela afirmou em vídeo divulgado pelo vereador nas redes sociais que foi agredida pelo assessor Leandro Ferreira no braço. “Ele me puxou pelo braço, me empurrou, me agrediu”, disse. O nome da assessora não foi divulgado. O assessor de Suplicy negou a agressão.
Fonte Estado











































Este vereador Camilo Cristofaro é um bandido da pior espécie, mentiroso e corrupito, merece ser punido com a cassação de seu mandato, ele envergonha a política Pailista.
Parabéns ministério público.