A polícia prendeu na madrugada desta terça-feira (8) um integrante da quadrilha que furtou mil pneus de uma loja no Centro de São Paulo. Um caminhão era o principal meio de transporte da quadrilha. A polícia diz que ele foi usado no furto dos pneus no Centro de São Paulo na virada do ano e no também roubo de materiais de construção de um prédio em Moema, no mês passado. Depois de cada crime, os bandidos escondiam o caminhão numa favela, em Guarulhos.
Uma reportagem do SP2 mostrou os bandidos em ação. Para os investigadores, o rapaz que foi gravado pelas câmeras de segurança é bem mais que um simples olheiro do bando.
Marcos Vinícius de Souza Martins, de 30 anos, foi preso e levado para audiência de custódia no Fórum da Barra Funda. Ele já foi condenado a nove anos e meio de prisão por tráfico de drogas, oito vezes por receptação de mercadorias roubadas, furtos e por usar menores nos crimes. Ele estava na rua em liberdade condicional.
Em março, o SP2 mostrou Marcos diante das câmeras de vigilância na rua Barão de Limeira, no Centro.
Ele namorava na calçada, mas era só para disfarçar. Ele estava de olho no movimento da rua, enquanto a quadrilha invadia o prédio e entrava com um caminhão. Foram três vezes seguidas para furtar mil pneus de motocicletas entre o dia 31 de dezembro e 1º de janeiro. Cada pneu, vale cerca de R$ 1.200.
A polícia disse que Marcos não era só um olheiro. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves diz que o suspeito é o mentor da quadrilha. “Ele é um dos principais líderes da quadrilha. Ali, com um telefonema, que ele recebeu ele dá a ordem de entrada e ordem de saída, e fica vendo se a polícia chega pra ver o que acontece.”
A falta de pintura no alto do baú do caminhão serviu de pista para os investigadores que analisaram as imagens do furto dos pneus. O caminhão que saiu da loja tem a mesma falha.
Marcos dirigia uma van roubada quando foi preso. Dentro tinha uma marreta e furadeiras, usadas para abrir buracos em paredes.
Para a polícia, as ferramentas serviram para furtar essas caixas cheias de produtos importados da china, vendidos em lojas populares e barracas de camelôs. Até agora não se sabe quem é o dono de tudo isso.










































