Em princípios de 1822, funda-se no Rio de Janeiro o Grande Oriente do Brasil, ao qual se filiam todas as lojas existentes naquele oriente, sendo eleito seu primeiro Grão Mestre José Bonifácio de Andrada e como primeiro Grande Vigilante Joaquim Gonçalves Lêdo. A 13 de julho de 1822, por proposta de José Bonifácio, D. Pedro I é iniciado na Maçonaria, na Loja Comércio e Artes, e logo elevado ao Grau de Mestre Maçom. Enquanto isso crescia em todo o Brasil o movimento pela Independência, encabeçado pelos maçons.
Os acontecimentos se sucediam, até que a 20 de agosto de 1822 é convocada uma reunião extraordinária do Grande Oriente do Brasil e nessa reunião assume o malhete da Loja, Joaquim Gonçalves Lêdo, que era o primeiro Grande Vigilante, devido à ausência de José Bonifácio, que se encontrava viajando. Joaquim Gonçalves Lêdo profere um eloquente e enérgico discurso, expondo a todos os irmãos presentes a necessidade de se proclamar imediatamente a Independência do Brasil.
A proposta foi posta em votação e aprovada por todos e em seguida lavrou-se a ata da reunião. Presume-se que a cópia da ata dessa memorável reunião tenha sido enviada a D. Pedro I, juntamente com outros documentos que o alcançaram na tarde do dia 7 de setembro de 1822 às margens do riacho Ipiranga, culminando com a proclamação da Independência do Brasil naquele mesmo dia. Pandiá Calógeras, em seu livro “Formação Histórica do Brasil”, página 103, afirma: “Não há mais quem possa negar à Maçonaria um papel preponderante na emancipação política do Brasil. Realmente, desde 1815, com a fundação da Loja Comércio e Artes, a idéia da Independência começou a agitar os espíritos brasileiros. Em, 1820, descoberta uma conjuração, foram perseguidos tenazmente os maçons. Porém, no ano seguinte, conseguiram eles triunfar, organizando Lojas pelos quatro cantos do Brasil”. Gustavo Barroso, em seu livro “História Secreta no Brasil”, diz: “Ninguém ignora que a Independência do Brasil foi concebida e proclamada entre as quatro paredes dos templos maçônicos”.
Quando D. Pedro I empunhou a espada e gritou “Independência ou Morte”. Realizava em público o que já havia sido resolvido nos subterrâneos. A Independência política já havia sido proclamada na Maçonaria, na sessão de 20 de agosto de 1822.
Fonte:
Trecho do texto intitulado Independência ou Morte: um grito que saiu de dentro dos templos maçônicos – Elmo Machado Azevedo – Gazeta do Maçom – pág. 19. Edição Independência do Brasil Setembro 2010.










































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