Um levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) identificou 407 áreas sujeitas a deslizamentos e erosão em São Paulo. A maior parte, 176, fica na Zona Sul. Depois vem a Zona Norte, com 107 pontos, a Zona leste, com 100, e por último a Zona Oeste, com 24. O levantamento encontrou cerca de 105 mil famílias morando nessas áreas. Destas, 29 mil locais de risco alto e muito alto para deslizamentos.
No Jardim Ângela, uma das casas que sobraram depois de um deslizamento, não indica que ela está fora de perigo. O fundo do imóvel tá encostado no barranco e portas foram colocadas para evitar que a lama invada o quintal. “Quando a gente tá lá na frente, que olha lá pra cima, eu tenho a impressão que aquelas casas vão cair pra cima da gente”, disse a diarista Sueli Nascimento, que mora no local.
“Você pode ter novos moradores em algumas áreas que podem estar fora do levantamento antigo e, além disso, você usa o mapeamento para priorizar obras. Então se você tem um mapeamento desatualizado você corre o risco de priorizar uma obra em um lugar que talvez não precisasse tanto”, disse Eduardo de Macedo, geólogo do IPT.










































