Os passageiros de ônibus da cidade de São Paulo estão preocupados com as mudanças que serão feitas na rede, e reclamam de não saberem da nova reestruturação, onde 25% das linhas devem ser alteradas. A consulta pública sobre a licitação do sistema foi encerrada nesta segunda-feira, 5 de março, e as mudanças incluem alteração de itinerários e unificação de rotas.
Na primeira semana de abril, a Prefeitura deve lançar a concorrência pública para implantar o novo sistema de transporte público na capital. Com isso, o número de ônibus deve diminuir em 7%; o número de linhas de ônibus deve diminuir em 11%; e 25% das linhas de ônibus devem ser alteradas.
A consulta pública ficou aberta por cerca de dois meses e teve 33 audiências públicas. De acordo com o secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda, as mudanças serão graduais e só começam após seis meses da assinatura do contrato da licitação, que deve acontecer em julho. A partir disso, serão três anos de implementação.
Mesmo com a diminuição de linhas e ônibus, a Prefeitura afirma que a reestruturação vai aumentar a cobertura da rede e transportar mais passageiros, que reclamam do tempo de espera.
Atualmente, os ônibus obedecem dois sistemas; estrutural e local. Um com ônibus grandes, que circulam por grandes vias e corredores, e outro de ônibus pequenos que passam pelos bairros, nas regiões mais periféricas.
A prefeitura também quer mudar a forma de remuneração, hoje baseada no número de passageiros transportados. A intenção é pagar as empresas considerando o custo de operação dos ônibus. Empresas que não cumprirem quesitos de frota ou viagens serão penalizadas, e poderão recuperar parte do valor por meio de pesquisas de satisfação do usuário e também com a redução dos acidentes de trânsito provocados por ônibus.











































