A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (9/9), em conjunto com o MPF e Receita Federal, a Operação E$QUEMA S, com a finalidade de desarticular estrutura irregular de pagamento a escritórios de advocacia que atuavam em conluio com um ex gestor da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ). As investigações apontam o desvio de recursos de entidades do Sistema S (SESC / SENAC).
Os escritórios teriam sido usados em operações de lavagem de dinheiro e desvios de recursos do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ). Segundo as investigações, os recursos desviados teriam sido usados para influenciar decisões no STJ e no TCU. A operação foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, que coordena os processos da operação Lava Jato no Rio de Janeiro.
Entre os alvos da operação estão os escritórios de Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, e Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, atuais advogados do ex-presidente Lula. A operação é baseada na delação do empresário Orlando Diniz. O empresário já esteve preso em 2018, em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. No mesmo ano, porém, o ex-executivo foi solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
*** O nome da operação faz referência ao esquema envolvendo recursos de entidades do chamado Sistema S.
A operação
A Operação E$quema é um desdobramento da Operação Lava Jato e começaram a partir da Operação Jabuti, de 2018, e também usa informações de delação premiada do ex-presidente da Fecomércio/RJ Orlando Diniz.
De acordo com o MPF, dos R$ 355 milhões gastos a pretexto de serviços advocatícios supostamente prestados à entidade, entre 2012 e 2018, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema que envolveria Diniz, Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Os 11 foram denunciados por organização criminosa.
Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro










































