Há muito venho pensando sobre o significado de “um novo normal”. Conceitualmente não é tão difícil de entender o que vem a ser um “novo normal”, mas quero fugir do conceito ou até mesmo da forma semântica de se entender “novo normal”.
Talvez eu compreenda uma coisa quando se fala em “novo normal”, penso ser a expectativa de que as coisas voltem a ser como eram, mas com ações diferentes por parte de cada um, aí talvez se encaixe o conceito de novo.
Mas, minha preocupação com aquilo que chamamos de novo vem das páginas da história. A história muitas vezes nos ensina que aquilo que passamos não foi suficiente para nos ensinar algo ou que só aprendemos momentaneamente. A história ensina que as gerações envolvidas em tragédias chegaram a aprender algo, mas as gerações seguintes acabaram sepultando o que se aprende, ou de forma mais elegante, o aprendido.
Vejo isto na história das guerras dos séculos XX, o que exatamente aprendemos com elas? Quando penso no aprendizado sobre a guerra nos Bálcãs logo vejo que não foi suficiente para impedir a 1ª guerra mundial, quando observo o aprendizado da 1ª guerra mundial vejo que também não foi suficiente para evitar a 2ª guerra mundial e assim foi com as guerras na Coreia, Vietnã, etc. O que aprendemos? Talvez algumas coisas ou muitas coisas, mas logo esquecemos que somos pessoas belicosas e nos envolvemos em novos conflitos, talvez porque em nossa veia corra sangue e não água.
Volto então ao “novo normal” frente a pandemia do COVID-19, espero de fato que algo novo venha para ficar , mas o que de novo aprendemos, eu ainda não sei. Só saberei quando o “antigo repetitivo normal” der lugar de fato ao “novo normal” e eu puder vivenciá-lo.
Por Rodnei dos Santos











































