O empresário Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, agredido no último dia 5 em frente ao Instituto Lula, deixou o Hospital São Camilo, no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, na última sexta-feira (27). Ao todo, ele ficou 22 dias internado. Na terça-feira (24), ele tinha deixado a UTI do hospital.
Carlos Alberto Bettoni sofreu traumatismo craniano e precisou ser operado. Ele foi agredido no dia em que foi expedido o mandado de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando apoiadores do petista se reuniam em frente ao Instituto Lula.
Nesta segunda-feira, ao falar com a reportagem por telefone, Bettoni disse que sofreu uma agressão “desnecessária”. Apesar de ter recebido alta, ele disse que não pode dirigir ou praticar exercícios físicos, e que já se sente cansado com o mínimo de esforço. Ele também disse que não pode ficar sozinho, embora se sinta bem.
Agressão
Testemunhas que estavam do lado de fora do Instituto Lula no dia da agressão disseram que tudo começou com um bate-boca entre o empresário e militantes do PT. O homem foi empurrado por um militante e bateu a cabeça em um caminhão que passava pela rua. Ele ficou caído, imóvel, até que voltou a ter consciência e foi levado para o hospital que fica perto do instituto.
O empresário foi ouvido no último dia 19 pela Polícia Civil, que informou que ele contou se lembrar da agressão. No depoimento, o empresário disse que voltava da casa da mãe quando viu uma concentração em frente ao Instituto Lula. Segundo ele, ao chegar ao local, houve o tumulto em que foi agredido. Ele negou ter xingado alguém ou ter comentado algo sobre Lula.
Berttoni relatou que se lembra de três pessoas: um homem de camiseta cinza (de quem recebeu um chute), um de amarelo (que o teria empurrado mais de uma vez) e outro de vermelho (que também teria dado um chute). Pelas imagens registradas, esses seriam os três suspeitos que foram indiciados.
Fonte G1










































