Uma empresa brasileira vai participar do consórcio para as obras da Linha 6 – Laranja do Metrô de São Paulo. De acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a RuasInvest Participações S.A. adquirirá até 15% do empreendimento e vai participar do consórcio ao lado das empresas China Railway Capital Co. Ltd. e China Railway First Group Ltd., que integram o grupo China Railway Engineering Corporation Ltd. (CREC) e terão participação de 50% na concessão; enquanto o grupo de investidores japoneses, liderados pela Mitsui, ficará com 35%. Antes, o grupo asiático (chineses e japoneses) ficaria com 100% da obra.
As obras da Linha 6 – Laranja estão paradas desde setembro. O governo de São Paulo esperava retomar a obra ainda este mês, mas com a entrada de uma nova empresa o prazo deve se estender para março ou abril, segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.
A obra da Linha 6 – Laranja é uma grande parceria público privada entre o governo de São Paulo e a iniciativa privada. Quando concluída, ela deverá ter 15 estações e 15,3 km de extensão. Ela deve transportar mais de 630 mil pessoas por dia entre a Brasilândia, na Zona Norte, e a estação São Joaquim, na região central. E fará integração com as linhas 1 – Azul e 4 – Amarela do Metrô, além da 7 – Rubi e a 8 – Diamante da CPTM.
As obras começaram em janeiro de 2015 e foram interrompidas em setembro do ano passado pelo consórcio Move São Paulo, formado por empresas que estão com o nome sujo, por causa da Operação Lava Jato, e não conseguem mais dinheiro para concluir o projeto. Em outubro de 2016, o governo estadual informou que recebeu da concessionária Move São Paulo a formalização da proposta de um grupo de empresas asiáticas para a aquisição de 100% da Linha 6 – Laranja.
O custo do projeto é de R$ 10 bilhões. O governo do estado já investiu na linha 6 – Laranja R$ 694 milhões para pagamento de obras civis e R$ 979 milhões para pagamento das desapropriações de 371 ações.










































