O desabafo de uma mãe sobre o atendimento precário no Hospital da Criança e do Adolescente, postado na página Cidade de Guarulhos nesta terça-feira(30), impressiona pela inércia do poder público da cidade. A unidade, que está sob intervenção da Prefeitura de Guarulhos após inúmeras denúncias sobre o péssimo atendimento dispensado aos pacientes enquanto era administrada pela O.S. IDGT, parece estar longe de oferecer atendimento digno à população.
Apesar de todo o sofrimento, não há qualquer ação efetiva de fiscalização da Comissão de Saúde composta pelos vereadores Geraldo Celestino, Carlinda Tinoco e Alexandre Dentista ou de qualquer outro vereador na Câmara de Guarulhos.
Leia:
“O hospital da criança em Guarulhos está sem vagas de leito, ontem tinham inúmeras crianças aguardando atendimento e internação, mães com 2 dias de espera, essa cadeira da foto é onde muitas mães estão passando noites (inclusive eu) pois não tem poltronas nem nada que possa nos acolher durante a internação.
Meu filho tem “síndrome nefrótica”, inclusive expliquei nos stories a condição dele, e estamos aqui mensalmente ou as vezes semanalmente para internações, medicações, as vezes ele muito mal, as vezes não tanto, mas em todas as vezes tem sido torturante até conseguir vaga de internação.
Mês passado a médica suspendeu o tratamento de imunoterapia pois alegou que o hospital está uma loucura e não podemos expor ele, já que ele não tem imunidade. As especialidades em que ele precisa de atendimento tem apenas aqui dos hospitais de Guarulhos.
Em relação a materiais e insumos, a situação também é precária. Não tem PAPEL HIGIÊNICO em todo o hospital, funcionários e pacientes estão levando de casa para uso, papel toalha para secar a mão também não tem, poltronas todas em péssimas condições, equipos para medicação controlada por horário, estão escassos, muito difícil a situação ali.
Em todos os hospitais de Guarulhos a situação não é nada fácil, e o único hospital que atende as crianças e oferece internação (por mais precária que seja) é o HMCA, a prefeitura deveria ampliar a capacidade e fazer vistoria com frequência para atender as necessidades.
Por não conseguir trabalhar devido aos tratamentos dele, não tenho condições de colocá-lo em um convênio médico, então seguimos aqui na luta desde 05/2020.”
@juh.santanaofc”











































