A Polícia Civil descobriu uma produção de ovos de páscoa que operava clandestinamente em uma fábrica de pipocas em Guarulhos.
No local, havia uma escada falsa presa a uma parede. Essa passagem secreta dava acesso a um espaço subterrâneo, onde funcionários eram orientados a reembalar e etiquetar com novas datas produtos fora do prazo de validade.
O ambiente era mal ventilado e havia fios de energia expostos, além de extintores de incêndio também vencidos.
Segundo a polícia, o chocolate é sobra da última páscoa. Um lote grande que não foi vendido porque o comércio estava fechado por causa da pandemia foi devolvido à empresa pelos mercados e distribuidores de doces.
Depois da descoberta da fábrica, a polícia também foi a um depósito que pertence à empresa, em Arujá, na Grande São Paulo. O chocolate com data vencida era guardado lá, antes de ser levado para Guarulhos.
As funcionárias que embalavam o chocolate foram levadas para prestar depoimento na delegacia. O diretor financeiro da empresa foi preso em flagrante por crime contra a relação de consumo.
O advogado da empresa, Carlos Eduardo Ferreira Santos, negou que os ovos vencidos tenham sido reutilizados.
A Vigilância Sanitária de Guarulhos interditou o galpão da fábrica de pipocas e proibiu a retirada dos produtos do local.










































