A Confraria da Dança convida a criançada para uma brincadeira de inventar movimentos e palavras, ligar pontos e emaranhar fios. Todos juntos embarcam numa história sem pé nem cabeça, ou melhor: com pés e cabeças dançando pra todo lado. Uma ideia puxa a outra e a dança contamina coadores, bolas de meia, pedacinhos de papel, chaleiras e prateleiras. Cada uma das crianças da plateia imagina o que quiser, reinventa o universo com brinquedo e inventos para dançar.
A temática de BRINQUEDOS E INVENTOS PARA DANÇAR permeia o universo lúdico que nutre a criatividade infantil. O espetáculo desafia a criança a embarcar num jogo ágil de conexões, numa brincadeira de ligar pontos – ou de cortar todos os fios em miscelânea de colorido sem fim – para descobrir figuras, meiashistórias, não-personagens… Desde o início a plateia é levada a construir a dança em cena em cumplicidade com os bailarinos, desobrigando-se a todo o momento da convenção: “contar uma historinha com começo, meio e fim”.
A comunicação oral – a palavra em cena – é ingrediente presente na obra, acrescenta elementos e aproxima a criança da linguagem corporal, enriquece o diálogo bailarino/plateia. As brincadeiras com aliterações, associação de ideias, com os múltiplos sentidos que uma palavra ou frase pode ter, assim como a multiplicidade de palavras existentes e passíveis de serem inventadas para descrever ou reinventar algo, alguém ou alguma ação – embasam a composição de coreografia e cena. Este jogo de percepções entre as frases verbais e frases corporais impulsiona cada criança a desenvolver seu próprio percurso de conexões e explorar variáveis de conhecimento que ultrapassam seu trato cotidiano.
O corpo do bailarino em cena – transmutado a favor da fantasia de cada situação, amplia o campo de ação e dá vida a objetos corriqueiros no dia-a-dia da criança, alimentando o fluxo criativo da plateia. A dança percorre o universo do movimento em contraponto ao da palavra. As ideias apresentadas em cena sofrem interrupções, fragmentações, desvios de caminho, construindo paisagens poéticas, situações lúdicas e oníricas.
A Trilha Musical
Rafael dos Santos compôs a trilha musical especialmente para o espetáculo, num passeio pelas múltiplas vertentes da música de nosso país, desde a influência europeia trazendo a valsa, a marcha, seguindo pela diversidade rítmica oriunda da cultura indígena e africana presentes no lundu e no maxixe, arrematando com seu onírico piano erudito.
https://www.sescsp.org.br/programacao/217297_BRINQUEDOS+E+INVENTOS+PARA+DANCAR










































