Após pleitear mais informações que respaldem a necessidade de implantação de um sistema Automated People Mover (APM) no Aeroporto de Guarulhos, o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU) recebeu da Secretaria Nacional de Aviação Civil no final de março estudos que defendem a adoção do Aeromovel, projeto do consórcio AeroGRU, indicado como o mais barato na concorrência.
O pacote de documentos foi providenciado pelo consórcio, que reúne as empresas Aerom, HTB, FBS e TSEA além da parceria com a Marcopolo Rail, que fabricará os veículos. Um desses estudo foi produzido pela Jakes Associates, uma consultoria americana que atua no segmento de People Mover.
Segundo a empresa, existem hoje 46 sistemas de APM no mundo além de outros em implantação, sendo que o primeiro deles foi implantado há exatos 50 anos, no Aeroporto de Tampa, na Flórida.
A consultoria, como era de se esperar, defendeu o uso do sistema como o mais apto a transportar passageiros entre terminais e também até outras áreas nas imediações dos aeroportos. Ela também afirmou que o sistema pneumático do Aeromovel “oferece várias vantagens distintas e principais em relação ao sistema acionado por cabo”, em referência ao outro concorrente, o GRU Connecta.
A consultoria explicou que o People Mover pode existir como sistema interno (airside), externo (landside) e que transportaram passageiros para fora da área aeroportuária. Citou como exemplo o SkyTrain, que é capaz de levar 100.000 passageiros por dia no Aeroporto de Phoenix, nos EUA, e que substituiu uma linha de ônibus que atendia estacionamentos e área de aluguel de carros.
Para justificar isso, ela aponta que o sistema Aeromovel é desenhado para suportar uma operação de um veículo com até 300 ocupantes e que o sistema de bombeamento de ar é 50% mais potente do que o necessário para mover um veículo com 200 ocupantes.
A redundância do sistema é garantida por um terceiro veículo reserva e que mesmo uma falha numa das “velas” do veículo (placas posicionadas abaixo do vagão no túnel da via) pode ser contornada pelo uso da segunda vela existente. A empresa também minimiza a possibilidade de falhas em outros componentes como freios, motores e válvulas. Além disso, um diferencial do Aeromovel é sua construção modular, por blocos de um quilômetro de extensão.
Sobre a solução atual, com ônibus circulando entre os terminais e a estação, a Jakes foi enfática: “embora esta ‘solução’ tenha sido aplicada por anos, ela provou ser complicada, cara e, em última análise, obsoleta para aplicações aeroportuárias. Trata-se de um serviço inconsistente, com problemas de acessibilidade, imprevisibilidade de rotas de transporte de superfície, transferência e problemas de passageiros com restrições de locomoção, entre outros. Além disso, os sistemas de ônibus circulando nas ruas e rodovias operam completamente à mercê das condições do tráfego local”, afirmou.
A consultoria ainda ressaltou que “os ônibus têm um dos maiores custos de ciclo de vida de qualquer modo de transporte terrestre. Considerando o custo do motorista, manutenção e combustível, os sistemas de ônibus normalmente excedem os custos do sistema APM semelhantes após apenas 10-15 anos de operação”.
Créditos: Metrô CPTM











































